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Festival de Salzburg

Neste ano, comemorou-se o Jubileu de 50 anos do Festival da Páscoa em Salzburg, Áustria. Este Festival foi concebido pelo grande maestro Herbert von Karajan (1908-1989), no sentido de criar um evento onde se reunissem: o melhor da Música Clássica no Mundo, as obras mais importantes e um público seleto. Em 1967, mesmo diante de enormes dificuldades e utilizando seus próprios recursos financeiros, inaugurou o Festival da Páscoa, que se tornou imediatamente um enorme sucesso, mantendo-se nestes 50 anos como um dos mais importantes e procurados Festivais de Música do Mundo. Para continuar sua obra, Karajan criou desde o inicio, o sistema de patrocínio, em sua maioria de pessoas físicas, contando com um Público fiel. Existem inclusive no Brasil, pessoas que visitam o Festival da Pascoa de Salzburg há mais de 40 anos. 

Reunindo o seu talento de regente da espetacular Filarmônica de Berlin com sua sensibilidade teatral, inaugurou em 1967, o Festival da Páscoa com sua fantástica produção da ópera “A Valquíria” de Richard Wagner, a Missa Solene de Beethoven, Concertos de Bach e a Oitava Sinfonia de Anton Bruckner. A partir dai, repetiram-se a cada ano, novos fantásticos Festivais com programas que dão inveja a qualquer amante da Música nos dias de hoje. Imaginem num só ano, como foi em 1973, se ter em um único programa: Ouro do Reno e Tristão e Isolda de Wagner, duas Sinfonias de Beethoven, a Missa da Coroação de Mozart e o Te Deum de Verdi?

Neste ano, o programa incluiu: A Valquiria de Wagner (com a reconstrução da encenação de 1967), Sexta e Nona Sinfonia de Mahler, Nona Sinfonia de Beethoven, Réquiem de Faure, Sinfonia de Orgão de Saint Saens, Concerto de Piano 21 de Mozart, com a orquestra titular Sächsische Statskapelle Dresden e as convidadas Filarmônica de Berlim e Filarmonica de Viena, além de Exposições, Palestras e Simpósios.

Mario Nelson Lemes

 

Mozart – Gênio Musical e Empresário

Wolfgang Amadeus Mozart foi sem dúvida um dos maiores gênios da Historia da Música. Menino prodígio, grande pianista, compositor de imensa inspiração compondo em sua curta existência de 35 anos mais de 600 obras catalogadas envolvendo todos os gêneros musicais e instrumentos da orquestra, tais como óperas, sinfonias, concertos e músicas para instrumento solo, oratórios, missas, música de câmara. Poucos sabem que ele realizou incursões na musica atonal cerca de 120 anos antes de Arnold Schönberg. Quem ouvir as duas Arias para 2 tenores e baixo da Cantata Maçônica “Alma do Universo” (Die Seele der Weltalls, KV 429 - 1785) com certeza afirmara ser de Schönberg ou Alban Berg.

Além dos seus dons musicais, foi um dos primeiros empresários na História da Música (outro foi Beethoven). Mozart que não teve empregador da Nobreza durante os últimos 10 anos de sua vida, a não ser o Público, teve sempre consciência da necessidade de encantar e surpreender os seus ouvintes. Em suas cartas, ele afirmava que fazia uma profunda análise do gosto do Público que iria ouví-lo. Seus concertos por assinatura, onde ele se apresentava também como solista no piano nos concertos que compunha para a ocasião, ficaram famosos em Viena, contando com expressivo número de assinantes e crescente sucesso inclusive financeiro. Em 1785, devido a maiores preocupações em torno de suas operas, passou a desinteressar-se pela realização de tais concertos. Em 1789, resolveu retornar ao empreendimento, mas no campo da Ópera. Porem deparou com o forte desinteresse da Nobreza motivado pelas suas opiniões politicas (Burguesia em “Bodas de Fígaro”), atitudes morais (Traição conjugal em “Cosi fan Tutte”), posição religiosa (ingresso na Maçonaria), mesmo diante do imenso sucesso de suas Óperas inclusive na Alemanha e Exterior. Assim terminou sua carreira de Empresário, tendo grandes dificuldades nos últimos três anos de sua vida. “Não obstante, continuou produzindo obras que encantam o Mundo: as óperas: “A Flauta Magica” e “Clemencia de Tito“, o Concerto de Clarineta, o último Concerto de Piano (27) e o célebre Réquiem.

Mario Nelson Lemes 

Fonte: Padre Cristian

E para todos que aqui estão, os filhos e filhas que aqui estão, eu vou ler uma pequena carta em nome do seu pai e em nome da sua mãe. Preste muita atenção e assuma isso no seu coração:

 

Meu amado filho, minha amada filha,

No dia em que este teu velho não for mais o mesmo, tem paciência e compreende-me quando derramar comida sobre a minha camisa e me esquecer como atar os meus sapatos, tem paciência comigo e lembra-te das horas que passei a ensinar-te a fazer as mesmas coisas.

Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias que já sabes como terminam, não me interrompas e escuta-me, quando éras criança, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma história até que fechasses os olhinhos.

Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fiques com vergonha de mim, compreende que não tenho culpa nisso, pois já não posso controlar, pensa quantas vezes, pacientemente, eu troquei tuas roupas, te limpei e te quis sempre limpinho e cheiroso. Não me reproves se eu não quiser tomar banho, mas tem paciência comigo, lembra-te dos momentos que te persegui e os mil pretextos que você inventava para me convencer a não tomar banho.

Quando me vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias não sabendo mexer direito no computador ou no celular, peço-te que me dês todo tempo que seja necessário e não me critiques com um sorriso sarcástico, lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas, ensinei você a comer, a vestir, a andar, isto é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos a falar, tenha paciência, não grite comigo e me ajude a lembrar, talvez a única coisa importante para mim naquele momento seja o fato de ver você perto de mim, dando-me atenção.

Se alguma vez eu não quiser comer, que você saiba insistir com carinho, assim como eu fiz tantas vezes contigo, que também compreendas que com o tempo eu não terei dentes fortes e nem agilidade para engolir, e você deverá pôr a comida na minha boca, tem paciência comigo.

E quando minhas pernas falharem por estarem tão cansadas, e eu já não conseguir mais equilibrar, com ternura dá-me tua mão para eu me apoiar, como eu fiz quando tu começas-te a caminhar com as tuas perninhas tão frágeis.

E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo, algum dia entenderás que isso não tem nada a ver com teu carinho ou com o quanto eu te amo e, compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo e que é duro admitir que já não tenho mais vigor para correr ao teu lado ou para tomar-te nos meus braços como antes.

Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que o teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido, e até quando me for, terei deixado para ti outra rota em outro tempo, mas estou certo de estar sempre presente no teu pensamento.

Não te sintas triste ou impotente por me veres assim, não me olhes com cara de pena, dá-me apenas o teu coração, compreende-me e apoia-me como quando fiz quando começaste a viver e isso me dará muita força e coragem, da mesma maneira que te acompanhei no início da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha.

Não me deixe sozinho.

Trata-me com amor e paciência.

E eu te devolverei sorrisos e gratidão com imenso amor que sempre tive por ti.

Atenciosamente, 

Teu Pai ou Tua Mãe

 

Meus irmãos e irmãs, você que é filho e você que é filha, se nós não podemos voltar no nosso passado, nós podemos mudar o nosso presente.

Se seu pai ou se sua mãe já está junto de Deus, reze para ele esta noite, reza para sua mãe esta noite e peça para Deus falar com eles o quanto você os ama.

E se seu pai ou a sua mãe está perto de você, liga hoje, procura hoje, abraça hoje, diz que ama hoje, porque nós não sabemos quando será o último dia.

Honra o teu pai e a tua mãe para que você tenha uma vida longa e Deus te faça muito feliz.

 

Texto original por Pam Belluck – The New York Times
Traduzido por Tathyane F. Gonçalves

Gene Fetal pode proteger o cérebro da demência

É um dos grandes mistérios científicos da doença de Alzheimer: Por que algumas pessoas cujos cérebros acumulam as placas e emaranhados tão fortemente associados com a doença de Alzheimer não desenvolvem a doença?

Agora, uma série de experimentos feitos por cientistas de Harvard sugere uma possível resposta, uma que poderia levar a novos tratamentos, se confirmado por outros estudos.

Os problemas de memória e pensamento da doença de Alzheimer e outras demências, podem estar relacionados a uma falha no sistema de resposta ao estresse do cérebro, a nova pesquisa sugere. Se este sistema está funcionando bem, ele pode proteger o cérebro de proteínas anormais de Alzheimer, se ele descarrilar, as principais áreas do cérebro começam a degenerar.

Texto original por Kristen Intlekofer – extraído da Revista Johns Hopkins, edição: winter 2011
Traduzido por Tathyane F. Gonçalves
Revisado por Michelle Tavares

Tire suas conclusões

As pessoas fazem muitas coisas em nome da saúde. Nem todas elas são saudáveis. Aqui temos 10 práticas que podem fazer mais mal do que bem.

Nó somos bombardeados por mensagens para sermos saudáveis – “As 5 Super comidas que você não pode viver sem”, “12 dicas para um coração mais saudável”, “3 surpreendentes remédios naturais de frio”, “8 dicas para uma vida saudável em movimento”. Nunca antes tivemos acesso a tanta informação sonora sobre a saúde. Mas nunca antes tivemos acesso a informações não-sonoras, bem como às dietas bizarras da moda ou outras práticas obviamente insalubres. Aqui estão 10 práticas que parecem saudáveis, mas poderiam fazer mal.

O presente texto é apresentado para reflexão, não tendo qualquer cunho religioso

A expressão vida eterna não significa – como imediatamente talvez pense o leitor moderno – a vida que vem depois da morte, enquanto a vida atual seria passageira e não uma vida eterna. Vida eterna significa a vida no sentido mais próprio e verdadeiro, a qual pode ser vivida mesmo neste tempo e contra a qual, depois, já nada pode fazer a morte física.

É isto que interessa: abraçar já, desde agora “a vida”, a vida verdadeira, que já não pode ser destruída por nada e por ninguém.

Pág 84 do livro Jesus de Nazaré, escrita por Joseph Ratzinger
Bento XVI